Existem poucos momentos mais devastadores do que ouvir as palavras "o tratamento não está funcionando". Seja uma terapia de primeira linha que não respondeu, uma recidiva após a remissão, ou a notícia de que as opções estão se esgotando, esse momento remodela tudo. Para famílias e entes queridos, pode parecer que o chão foi puxado debaixo dos seus pés.
Primeiro, se permita fazer o luto. Você está de luto — pelo futuro que imaginou, pela recuperação que esperava, pela certeza que desejava poder manter. Esse luto é real e merece espaço, mesmo enquanto seu ente querido ainda está aqui, ainda lutando, ainda vivendo.
Siga a liderança deles. Seu ente querido pode querer explorar outras opções de tratamento, buscar segundas opiniões ou considerar ensaios clínicos. Ou pode começar a pensar em qualidade de vida acima de quantidade. O que quer que esteja sentindo, deixe-o guiar a conversa. Essa é a jornada dele, e respeitar seus desejos — mesmo quando diferem dos seus — é uma das coisas mais amorosas que você pode fazer.
Resista à vontade de consertar. Quando o tratamento falha, o instinto é buscar freneticamente alternativas — dietas milagrosas, terapias experimentais, histórias de quem superou as probabilidades. Embora a esperança seja importante, sobrecarregar seu ente querido com sugestões pode parecer pressão e pode implicar que o que estão fazendo não é suficiente. Pergunte antes de compartilhar. "Você gostaria de ouvir sobre algo que encontrei, ou prefere não agora?"
Seja honesto sobre seus próprios sentimentos — mas escolha o público. Tudo bem desmoronar, mas tente não colocar a carga emocional na pessoa que está doente. Encontre um amigo, um terapeuta, um grupo de apoio ou um diário onde possa expressar seu medo e tristeza plenamente.
Foque no que importa agora. Quando o futuro parece incerto, o presente se torna precioso. Ajude a criar momentos de beleza e conexão. Assistam ao filme favorito juntos. Sentem-se lá fora e sintam o sol. Segure a mão dele em silêncio. Diga o que ele significou para você — não em forma de eulógio, mas em uma conversa, enquanto ambos estão aqui.
Se a conversa se voltar para desejos de fim de vida, ouça. Essas conversas são de partir o coração, mas sagradas. Se seu ente querido quer falar sobre seus desejos, medos ou o que quer para as pessoas que ficarão, honre isso ouvindo de verdade. Não mude de assunto. Não diga "não fale assim". Deixe-o expressar sua verdade.
Esse capítulo não é sobre desistir. É sobre aparecer com amor radical diante da coisa mais difícil que a vida pode jogar em uma família. E o que quer que venha a seguir, você carregará o conhecimento de que esteve lá — verdadeira, plenamente presente.