Há uma pergunta que pacientes com câncer cerebral e suas famílias enfrentam: se o tumor muda minha personalidade, minha memória, minha capacidade de pensar — ainda sou eu?
É a pergunta mais aterrorizante da oncologia. Um tumor cerebral pode alterar o comportamento antes de ser diagnosticado. Famílias olham para trás e percebem que os meses de irritabilidade não eram estresse — era o tumor.
A localização do tumor determina os sintomas: o lobo frontal afeta julgamento e personalidade. O lobo temporal afeta memória e linguagem.
Para o paciente, a experiência é desorientadora no sentido literal. A anosognosia é comum.
Para famílias, câncer cerebral é uma forma única de luto — a pessoa que amam está viva mas alterada. Estão de luto por alguém que ainda está ali.
O declínio cognitivo afeta tudo. Para gliomas de alto grau — incluindo glioblastoma — o prognóstico se mede em meses.
A pessoa ainda está lá. O amor persiste. Um terapeuta especializado em neurologia e luto antecipatório pode ajudar.